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Gravação na Hungria

Uma Visão Verde-Amarela de Budapeste

Descubra Budapeste Através dos Olhos de uma Brasileira

Meu nome é Raquel Bordin e eu sou a brasileira responsável por traduzir o conteúdo do site da Progressive Productions para português. Após estudar Cinema nos Estados Unidos por 4 anos, mudei para a Hungria cheia de curiosidade e expectativas. Pouco depois, encontrei essa oportunidade incrível de trabalhar logo ao lado do rio Danúbio com a equipe bem simpática e acolhedora da Progressive.

Meu nome é Raquel Bordin e eu sou a brasileira responsável por traduzir o conteúdo do site da Progressive Productions para português. Após estudar Cinema nos Estados Unidos por 4 anos, mudei para a Hungria cheia de curiosidade e expectativas. Pouco depois, encontrei essa oportunidade incrível de trabalhar logo ao lado do rio Danúbio com a equipe bem simpática e acolhedora da Progressive.

Antes de vir para a Hungria, eu não sabia direito o que esperar do país, muito menos como seria viver na capital. Por isso, para quem se encontra nessa mesma situação, ou para os que simplesmente querem saber mais sobre o país, eu gostaria de apresentar a Hungria sob uma perspectiva brasileira.


É difícil falar sobre Budapeste sem um sorriso no rosto. A cidade conquista turistas do mundo inteiro e até quem mora aqui faz tempo ainda perde o ar diante de tanta beleza. Comigo não foi diferente. A mais de 10 mil quilômetros de Londrina, minha terra natal, caí no feitiço de Budapeste e me apaixonei não só pela cidade, como também pela Hungria.

A Cidade Mais Bonita da Europa

A primeira coisa que eu vi em Budapeste já me deixou sem fôlego. Eu estava no banco de trás do carro, atravessando a Ponte das Correntes, à noite. Eu não conseguia tirar meus olhos daquele enorme prédio gótico mergulhado no ouro deslumbrante das luzes noturnas. Grudei na janela do carro, tentando registrar a beleza das pontes, do rio, daquela vista estonteante...


Essa foi e continua sendo a minha impressão de Budapeste: é tanta beleza e história por todos os cantos que é impossível registrar cada detalhe, cada estátua, avenida, monumento, portão, telhado, ponte, praça, cerca, sacada, janela, fonte, escadaria... É preciso de várias vidas para conseguir admirar essa cidade por completo!


Mas não foi só a beleza de Budapeste que me surpreendeu, mas a vida aqui também.

A Vida em Budapeste

Budapeste parece enorme e minúscula ao mesmo tempo. São tantos lugares para conhecer, e ao mesmo tempo é muito fácil andar pela cidade inteira. Andar por Budapeste é respirar história e cultura, é estar imerso em uma rica variedade de estilos arquitetônicos. Sem falar que o transporte público é incrível, cheio de opções até na calada da noite, então dá para se virar muito bem sem carro. Uma das coisas que eu mais gosto é a liberdade de poder andar por aí sem medo, noite e dia. Esse tipo de segurança eu nunca senti no Brasil.


Outra coisa bem diferente é o tempo. O inverno daqui me pegou de surpresa, não tanto por causa da temperatura, mas porque começa a escurecer muito cedo, já por volta das 4 da tarde! Apesar de sentir falta do sol, nesses dias frios e escuros, é uma delícia se abrigar em uma cafeteria aconchegante com uma caneca de chocolate quente e ver a neve cair lá fora. Além disso, Budapeste nunca fica “enterrada” na neve, e o inverno está bem longe de ser o mais frio da Europa. Os estrangeiros brincam que no Brasil só existe o verão seco e o verão molhado! Aqui dá para sentir bem a diferença entre as estações do ano e curtir a beleza que cada uma traz.

Sai o Mar, Entram os Lagos e Spas

A vida em Budapeste não é aquela correria de Londres, mas também não é aquela serenidade de um vilarejo italiano. É uma cidade tranquila, que apesar de receber muitos turistas, nunca parece cheia demais. Os húngaros gostam de curtir a vida, encontrar amigos nos parques e praças, correr na lindíssima Ilha Margarita (Margitsziget), e viajar nos finais de semana para o Lago Balaton, o “mar” da Hungria.

Quem é brasileiro estranha, mas quando um húngaro fala que vai para a praia, ele não está pensando em areia, guarda-sol, vendedores ambulantes, ou água de coco. Aqui na Hungria ir para a praia é ir curtir o Balaton. Mas quem o subestima se engana. Uma volta completa ao redor do lago tem 200 quilômetros! Além de ser enorme, o lago é belíssimo, com lindas cidadezinhas de norte a sul, e uma natureza deslumbrante! O Balaton pode não ser como as nossas praias, mas é um outro tipo de praia com um charme único e uma atmosfera sensacional.


Apesar de estarem cercados por 7 países e longe do mar, os húngaros sempre arranjam um jeito de estar perto d'água. Os famosos spas termais são muito frequentados na Hungria, e com toda a razão. Essas maravilhosas casas de banho, com suas águas quentes terapêuticas, saunas e salas de massagem, são um ótimo lugar para relaxar, em qualquer época. Todo ano, centenas de milhares de pessoas visitam as termas de Szechenyi, com suas piscinas termais internas e externas. Isso sem falar que os prédios e decorações desses spas de Budapeste são de cair o queixo. O Spa Gellért, por exemplo, tem um mosaico mais lindo que o outro!

Noite Dourada

O melhor de Budapeste é que onde quer que você vá na cidade, você estará em um lugar fascinante, seja em uma rua bem estreita e charmosa, em frente a um prédio centenário, às margens do rio, diante de portões enormes cheios de detalhes, universidades antigas e imponentes, ou parques com árvores lindíssimas muito diferentes das brasileiras, e por aí vai…


Budapeste também conta com uma das vidas noturnas mais agitadas da Europa. A energia é simplesmente incrível! E mesmo para os que quiserem ficar longe do agito, um passeio noturno pela cidade é uma experiência fantástica. À noite, a Ópera, a Basílica, o Parlamento e muitos outros prédios banham em luzes douradas e o visual é imperdível!

Uma Vida Mais Simples

Quando eu digo que Budapeste é uma cidade tranquila, é porque aqui o estilo de vida é bastante prático, e em muitos aspectos, diferente do nosso. Os edifícios do centro geralmente não passam de 6 andares, e não têm porteiros, só portões eletrônicos. Os prédios não costumam ser dividos entre residenciais e comerciais, assim a maioria deles tem lojas no térreo e apartamentos nos andares restantes. Desse jeito, tudo fica mais perto e mais acessível. Muitas vezes, para fazer as compras ou ir ao banco, é só atravessar a rua. Isso seria impensável em várias cidades do Brasil e dos Estados Unidos, onde você precisa de um carro para tudo. Nessas compras de mercado, você acaba consumindo menos (e gastando menos também), já que está a pé e porque as lojas cobram por cada sacola plástica. O resultado é uma vida mais modesta, ativa e ecologicamente correta, procurando comprar somente o necessário, trazendo sua própria sacola, e sem gastar gasolina.

Cinema

Quem assistiu Filho de Saul, que ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme estrangeiro, sabe que o futuro da indústria cinematográfica húngara é bastante promissor. O país do diretor de Casablanca (Michael Curtiz) conta com muitos profissionais talentosos, e quase todos trabalham também em produções internacionais.


Andando pela cidade, não é nada raro se deparar com caminhões com equipamentos de iluminação e áreas temporariamente reservadas para filmagem, principalmente perto da Ópera. Budapeste abre seus braços para os cineastas, oferecendo locações maravilhosas com uma flexibilidade bem difícil de superar, como as estações de trem e pontes da cidade. Sem contar que o visual da cidade nasceu para as câmeras!

Um dos obstáculos para a indústria cinematográfica da Hungria é o mesmo que a da brasileira: O interesse do público. Assim como no Brasil, aqui os filmes nacionais não têm a audiência que merecem. Acredito que os dois países deveriam valorizar mais sua indústria.


Eu estudei Cinema nos Estados Unidos por quatro anos antes de mudar para a Hungria, e tive a oportunidade de trabalhar em produções no Brasil, nos EUA, e agora na Hungria. O que eu encontrei aqui foi muita simpatia e talento. Os húngaros são bem profissionais, pontuais, e atentos aos mínimos detalhes. Uma surpresa boa foi ver a importância que dão ao departamento de arte. O resultado é uma produção linda e sem estresse!


Para um país menor que Santa Catarina, com uma população menor que a da cidade de São Paulo, a Hungria é prova de que tamanho não é documento! O país tem mais de mil anos de história, repleta de batalhas, reis, intrigas e revoluções, que fizeram da Hungria o que ela é hoje.

 

Se visitar a Europa é viajar no tempo, Budapeste é a parte mais gostosa dessa viagem.

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